Quem fala o que quer, ouve o que não quer... (parte 1)
Sabe aquele dia, quando tudo conspira para uma excelente reportagem? Pois é, a inauguração do novo prédio do Ministério Público em Rolim de Moura foi um desses dias para os repórteres presentes. Isto é, para aqueles que não são marionetes nas mãos do "todo poderoso" é claro. Pois bem, vou contar um pouco da história para vocês. Era para ser uma solenidade normal, dessas que dá até sono (e realmente deu). No entanto, alguns episódios fizeram até japonês abrir o olho e os ouvidos. A primeira delas foi que o simpático e educado governador, convidado de "honra", apertou a mão de todos os presentes, até do nobre picolezeiro que estava assistindo o ato, mas não teve a mesma coragem de assim fazer para com o líder da Igreja Católica em Rolim de Moura, Frei Luiz. Bom até aí tudo bem. O pior foi quando o governador recebeu a oportunidade de discursar. Pra começar, com aquele jeito todo delicado dele, quase quebrou o microfone ao retirá-lo do pedestal. Ponto pra ele. Em seguida iniciou aquela velha ladainha que todo mundo ta cansado de ouvir - "quiseram me colocar na mesma vala", "foi eu quem denunciei", "minha família tem que andar com seguranças" - aquela conversa que não se aproveita. Como se não bastasse, colocaram do lado dele um cara que nem autoridade ainda é. Ficou lá como papagaio de pirata a cerimônia toda. Posando para os fotógrafos. Pô, pera lá, o cara nem é senador ainda, que coisa feia. Bem, minhas opiniões ficam à parte. O pior de tudo isso foi ter que ouvir o governador dizer tudo que estava acontecendo com ele, quantos votos tinha recebido, que muita gente ia ter que engolir ele, tale coisa, coisa e tale. Extremamente político. Parecia carreata e comício. Acredito que chamaram ele lá para falar sobre a promotoria, sobre o novo prédio. Isso sim seria legal ouvir. Mas para a alegria desse blogueiro, o cara só falou asneiras. Só faltou pedir votos para o Walk Man, a quem o governador acredita fazer presidente. Depreciável foram ainda as críticas à Igreja Católica, visivelmente direcionadas à pessoa do Frei Luiz. Não foram poucas. Uma atitude realmente que não deveríamos ver em uma pessoa, na posição de chefe mor de um Estado.Continua...

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