Quem fala o que quer, ouve o que não quer... (parte final)
(primeiro assista o vídeo)
Mas nem tudo estava perdido. Depois que o "homem" falou o que queria, ofendeu quem queria também, eis que surge "el juez" (o juiz em espanhol), quebrando o protocolo da festa. Mesmo sem seu nome na lista dos com direito de fala, pediu para ser incluso e disse "las seguientes palabras", após cumprimentar todos os presentes: "vamos para a cerimônia, que o horário eleitoral gratuito terminou na última quinta-feira". Direto, reto, conciso, eficaz, prudente, aquele discurso simples quebrou o governador no meio e fez murmurinhos de alegria ecoarem na platéia. Não teve quem não notou o descontentamento de alguns. Parecia uma jamanta passando em cima de um fusquinha.
Como se não bastasse, a réplica sacra veio quando iniciou o culto ecumênico. O pastor falou, fez uma oração e quando soltaram o microfone nas mãos do Frei Luiz, o bicho pegou. Falou dos compromissos da Igreja Católica com as entidades, com os interesses do povo e principalmente, da idoneidade de seus líderes. Diferente de seus acusadores é claro. Prosseguindo e se referindo nas entrelinhas aos próprios, o religioso sapecou: “quem não anuncia a palavra de Deus não pode se dizer cristão”. Foi de cortar o coração, a expressão de reprovação do “homem”.
Quem não gostou de nadinha disso foram os dois promotores do nosso município. Labutaram tanto para trazer recursos para a construção da promotoria do município e no dia mais importante para essa nova etapa do MP em Rolim de Moura, tem gente que mais uma vez faz encena um papel patético, que nem mesmo faz rir, quiçá chorar. Pra terminar, o chefe do MP no Estado, menininho de confiança do governador também só faltou lamber os pés do cara. Pensa na babação (parte do discurso): “governador reeleito, essa palavra deve soar com orgulho para o senhor, principalmente ao lembrar de tudo o que senhor fez para conquistá-la”. Se ele for lembrar de tudo que ele fez para conquistar essa reeleição, se fosse com um de nós, acho que não dormiríamos por séculos, o remorso nos comeria vivo.
Escrito por Denis Farias

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